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HCL: época 2015/2016

25th Setembro, 2015

Começa este fim-de-semana, 26 e 27 de Setembro, a 3ª Divisão Nacional, zona centro, de hóquei em patins, e a RCL aproveitou o momento para entrevistar Carlos Fernandes, treinador da equipa sénior e coordenador do hóquei de formação do Hóquei Clube da Lourinhã (HCL).

Os objetivos para esta época no escalão sénior, o trabalho desenvolvido no hóquei de formação e o percurso do treinador Carlos Fernandes, enquanto jogador, e agora na sua época de estreia a comandar a equipa sénior a partir do banco.

Uma realidade antiga para o HCL e uma novidade para todos

No ano passado a equipa sénior do HCL participou no Campeonato Regional de Lisboa, organizado pela Associação de Hóquei de Lisboa, uma realidade e um ritmo competitivo diferentes do que se avizinha este ano na zona centro da 3ª Divisão Nacional.

 A participação na competição a nível nacional é uma realidade conhecida pelo clube que chegou a ser campeão nacional da 3ª divisão e atingiu a 2ª divisão nacional nos anos dourados do hóquei em patins na Lourinhã.

Se para o HCL este é um regresso onde já foi feliz no passado, para treinador e jogadores constitui-se como um desafio inédito. Para Carlos Fernandes os objetivos passam por competir e ganhar o maior número de pontos possível, num campeonato que o treinador considera ser o mais competitivo dos últimos 10 anos.

 A necessidade de trazer um guarda-redes do Bombarral para o HCL resultou do desafio proposto pela direção ao novo treinador da equipa que defendeu as redes da baliza durante anos e que, depois de muita ponderação, abraçou o desafio de pendurar os patins e liderar a equipa sénior, treinada até aqui por Luís Marques.

 Carlos Fernandes admite que um dos maiores desafios do HCL nas épocas recentes consiste na procura de jogadores que queiram representar as cores do clube. Uma vez que estes não são remunerados, é o amor à camisola a ter de falar mais alto na maioria dos casos.

O hóquei de formação

 Já abordámos os anos dourados do HCL, mas no que diz respeito à modalidade de hóquei em patins, nos últimos 5 anos, o trabalho desenvolvido pelo clube, passou por começar a dar os primeiros passos para atravessar um deserto a que a modalidade acabou por chegar. Com o fim da equipa sénior, há uns anos, os escalões de formação perderam as referências e começou a assistir-se ao abandono da modalidade ou do clube por parte dos jovens. O resultado foi a extinção de equipas nos escalões de sub-17 e sub-20. Hoje, Carlos Fernandes, acumula o cargo de coordenador do hóquei de formação e já se nota o trabalho desenvolvido, embora admita que ainda há um extenso caminho a percorrer.

 O empenho de todos os intervenientes do HCL no processo de formação de jovens jogadores tem levado outros clubes a elogiarem a qualidade coletiva e individual das equipas de formação. Carlos Fernandes garante que alguns jogadores têm um futuro promissor, o que lhe dá esperança de que esse isso se reflita também numa garantia de continuidade e qualidade para o escalão sénior.

 O HCL e a relação com os adeptos

 O hóquei em patins já teve mais adeptos no passado do que tem agora, fruto da história recente da modalidade no concelho da Lourinhã. Na opinião de Carlos Fernandes era importante que as pessoas tivessem conhecimento de até onde o HCL já levou e elevou o nome do concelho e lança um apelo aos lourinhanenses.

Este fim-de-semana joga-se a 1ª jornada da 3ª Divisão Nacional e a equipa sénior do HCL tem a oportunidade de assistir da bancada ao que a espera durante este ano de competição, uma vez que é a primeira das 15 equipas a folgar.

O Emblema da Lourinhã estreia-se no ring no fim de semana seguinte, em Alcobaça, diante da Associação Alcobacense.