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Dinossauros “invadem” a Lourinhã

28th Março, 2017

Os primeiros dinossauros do «Parque dos Dinossauros da Lourinhã» já chegaram e foram expostos, em jeito de amostra, no centro da capital dos dinossauros, na Lourinhã.

Na segunda-feira, dia 27 de março de 2017, os primeiros dinossauros chegaram à vila da Lourinhã, onde, desde o início do ano, se encontra em construção o novo museu de dinossauros ao ar livre. «Recebemos no local os primeiros de um total de 120 modelos de dinossauro para o Parque dos Dinossauros da Lourinhã, os quais foram expostos em pontos marcantes da vila», declara o gerente do Dinopark Gruppe, Franz-Josef Dickmann. Os dinossauros permanecerão nesses locais até ao segundo semestre do ano, altura em que serão transportados para a sua morada definitiva, no Parque dos Dinossauros.

O imponente rei dos dinossauros, Tyrannosaurus rex, encontra-se agora no centro da vila, mesmo em frente à entrada da Câmara Municipal da Lourinhã. O presidente da Câmara Municipal da Lourinhã, João Duarte Carvalho, está impressionado, «Não há dúvida que, ao vivo e em tamanho real, os modelos são de grande imponência e eu terei agora, sempre que entrar na Câmara Municipal, o prazer de cumprimentar diariamente o T-rex durante os próximos meses!».

Em frente ao Museu, encontram-se também outros dois dinossauros imponentes e realistas. Lubélia Gonçalves, presidente do GEAL, ficou satisfeita com a colocação dos modelos em frente ao Museu, “É uma iniciativa que visa o desenvolvimento cultural e científico das pessoas do concelho e do país e é uma forma original de sensibilizar o público para o tema dos dinossauros e da paleontologia”. Alguns outros modelos, enquanto precursores do Parque de Dinossauros da Lourinhã, encontram-se dispersos por diferentes locais da vila, como por exemplo no Posto de Turismo, no Mercado Municipal ou nas principais ruas da cidade.

Estes modelos surgem no âmbito do lançamento da iniciativa Dinossauros Saem à Rua que visa a divulgação da ciência e da paleontologia. Irá decorrer entre os dias 11 e 13 de agosto, com inúmeras ações destinadas a toda a família, desde workshops de paleontologia, exposições, jogos, apresentações científicas, entre muitas outras a revelar brevemente. Esta é uma iniciativa promovida e organizada em parceria entre o GEAL – Museu da Lourinhã , a Câmara Municipal da Lourinhã e a União de Freguesias da Lourinhã e Atalaia e com o apoio da PDL – Parque dos Dinossauros da Lourinhã. Em breve será divulgado o programa completo do evento Dinossauros Saem à Rua.

Entretanto, os trabalhos de construção avançam a passos largos. A preparação do terreno e os trabalhos para a construção de estradas e do parque de estacionamento seguem a todo o vapor, sendo que a cooperação com as empresas e os fornecedores locais tem corrido muito bem. Os trabalhos de construção de fundações na área do edifício também já foram concluídos. Agora, terá início a construção do próprio edifício. «Todos os trabalhos estão a avançar bem e todos os envolvidos estão altamente motivados. Estamos a cumprir os prazos previstos», afirma Dickmann, satisfeito. O edifício será o aspeto central da próxima etapa da construção. O edifício central de entrada será dotado de uma zona de restauração e uma loja do museu, bem como de um laboratório de observação e preparação. Na maior área do edifício, terá lugar uma exposição museológica extremamente interessante dos extraordinários achados de dinossauros provenientes da região, pertencentes ao Museu da Lourinhã. No entanto, também os trabalhos no exterior do museu ao ar livre continuam, sendo que serão aí brevemente construídos os trajetos. Numa primeira fase, poderão ser descobertas no Parque mais de 120 réplicas de dinossauros realistas e cientificamente corretas. «Os modelos são tão realistas que até parecem ter vida!», afirma Dickmann, revelando que «O maior modelo terá um comprimento superior a 23 metros.»

«Sejam turistas de todo o mundo, famílias locais de três gerações, investigadores da área de paleontologia, escolas, jardins de infância ou outros grupos (seja em que configuração for), o parque está aberto a visitantes de todos os públicos-alvo e faixas etárias, com os mais variados níveis de conhecimento. Com base num conceito comprovado de longa data, cada grupo-alvo aprenderá as bases científicas necessárias de modo interessante e divertido. «É ciência interativa, que educa e diverte!», assegura Dickmann, confiante. Esta confiança deriva do facto de que o conceito já foi implementado com sucesso em vários locais da Europa, ao longo de 25 anos, tendo sido bem recebido pelos visitantes.

Na base desta ideia está o museu de dinossauros ao ar livre de Münchehagen (Alemanha), que, entretanto, se tornou o maior local de aprendizagem fora do contexto escolar, na área de Niedersachsen.

O parque alemão apresenta muitos pontos em comum com o da Lourinhã: Münchehagen é um sítio paleontológico, onde – tal como na Lourinhã – foram e continuam a ser todos os anos descobertos, preparados, cientificamente estudados e expostos novos testemunhos de tempos remotos, como por ex. pegadas de dinossauro e ossos de dinossauro únicos, nomeadamente do Europasaurus holgeri. «Ambos os sítios paleontológicos são incrivelmente interessantes, multifacetados e de relevo internacional. Tal como na Alemanha, também em Portugal apoiaremos financeiramente as escavações para a descoberta de novos achados na região da Lourinhã», afirma Dickmann.

Segundo da PDL, graças à muito aguardada construção de um Parque de Dinossauros, não só a Lourinhã, enquanto «capital dos dinossauros», irá obter mais peso e impacto a nível nacional, mas também Portugal beneficiará de uma maior atratividade internacional em termos turísticos. Além disso, o projeto criará pelo menos 15 novos postos de trabalho. Estes são provavelmente também os motivos pelos quais o projeto é cofinanciado pelo Turismo de Portugal.

A inauguração do museu está prevista para 2018. O projeto português apresenta uma significativa vantagem relativamente ao museu alemão: na Lourinhã, o museu pode estar aberto durante todo o ano. Na Alemanha, as condições meteorológicas mais rigorosas do que as portuguesas exigem um encerramento de quase cinco meses durante o inverno. No entanto, mesmo com esta pausa de inverno, o projeto manteve-se sempre economicamente viável.