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Ano Hidrológico – Recomendações

13th Outubro, 2015

O Serviço Municipal de Proteção Civil da Lourinhã alerta para o início do Ano Hidrológico que chega com o Outuno. Recomendações, medidas de prevenção e efeitos expectáveis.

Medidas de Prevenção e Autoproteção

O mês de Outubro marca o início do ano hidrológico, período em que importa estar preparado para prevenir a precipitação que marca o Outuno com a adoção de medidas de preparação e autoproteção. Importa em especial antecipar a possibilidade de ocorrência de fenómenos futuros de precipitação mais persistente, acompanhados de vento forte com rajadas e incrementos na agitação marítima.

Efeitos Expectáveis

Os episódios típicos das estações de transição, como o Outono, são propícios:

  • Às inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento;
  • A cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras;
  • À instabilização de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, podendo ser potenciados pela remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais, ou por artificialização do solo;
  • À contaminação de fontes de água potável por inertes resultantes de incêndios rurais;
  • Ao arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientes fixadas, por efeito de episódios de vento forte, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública.

Adoção de medidas: O SMPC Lourinhã recomenda à população a tomada das necessárias medidas de precaução e especial atenção:

  • Inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais.

No início do Outono, as quantidades de lixo, folhas de árvores e outros detritos vegetais que se acumularam ao longo das valetas das vias de comunicação durante a estação seca contribuem para a obstrução dos canais de escoamento. Pelo que se recomenda, que cada cidadão adote uma atitude próativa, assegurando nomeadamente a desobstrução dos sistemas de escoamento de águas pluviais dos quintais e varandas, a limpeza de algerozes e caleiras dos telhados das habitações e a retirada de inertes que possam ser arrastados.

  • Cheias motivadas pelo transbordo do leito de alguns rios e ribeiras

O arrastamento e deposição de materiais sólidos pelo cursos de água pode contribuir para o acréscimo dos efeitos das cheias, assim como a incapacidade de retenção da precipitação na vegetação (como consequência dos incêndios). Pelo que se deverá desobstruir as linhas de água, evitar cortes rasos de material lenhoso em situações de declive intenso, localizadas nas margens das linhas de água e recolher ou triturar resíduos de atividades agrícolas e florestais existentes nas margens das linhas de água.

  • Instabilização de taludes ou deslizamentos motivas pela perda de consistência do solo

A precipitação intensa pode contribuir para o aumento da instabilidade de solos e rochas em taludes assim, deverá verificar-se (e eventualmente reparar-se) eventuais situações de desmoronamento de taludes e aterros rochosos ou em terra.

  • Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte.

Os ventos fortes ou muito fortes, contínuos ou em rajada, são fenómenos muito frequentes, que podem arrastar, com perigo para os cidadãos e danos para o património, estruturas que não se encontrem devidamente fixas. Recomenda-se que se verifiquem todas as estruturas que, pelas suas características (dimensão, formato, altura desde o solo, resistência ao vento), possam ser facilmente arrastadas ou levantadas dos seus suportes, procurando garantir que resistem aos ventos fortes. Nos casos em que tal seja impossível, deve garantir-se a facilidade de remover/desmontar essas estruturas, guardando-as em locais seguros sempre que ocorram ventos fortes previsíveis.